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A "Polêmica" dos Preenchimentos em Cirurgia Plástica

  

                A ampla exposição na mídia, nos últimos meses, das substâncias de preenchimento em tratamentos estéticos ou mesmo na cirurgia plástica, trouxe apreensão e dúvidas quanto a segurança ou mesmo validade destes procedimentos. Opiniões e versões  a parte,  fato é que não poderia eximir-me de opinar sobre o que realmente acredito quanto às substâncias de preenchimento.

                Acredito que todas as substâncias disponíveis e regulamentadas no mercado podem ser utilizadas, estando o paciente ciente de que todo e qualquer tratamento apresenta o seu benefício, e claro, riscos geralmente mínimos para estes tratamentos, quando adequadamente conduzidos. Aqui está a grande chave da questão!!!

                As substâncias para preenchimento podem ser permanentes, como o metacrilato (PMMA), ou mesmo a gordura, ou ainda serem absorvíveis, como o ácido hialurônico. Estas substâncias em geral são indicadas para preencher pequenos defeitos (como em cirurgias faciais ou neurológicas) ou para aumentar volumes, de maneira discreta em face e lábios, e em pequenas quantidades. A gordura, porém, consideramos hoje a melhor substância para preenchimento, podendo utilizá-la em volumes maiores, em várias áreas do corpo (face, mãos, coxas e glúteos, mamas), com um baixo índice de absorção, contrariando ao que se falava no passado.

                O medo de complicações como nódulos locais, infecções ou ainda o temor quanto a deformidades na aparência são plausíveis, mas com muita frequência observamos estas alterações por uso em quantidades exageradas, em locais ou aplicações inadequadas.  

                A indicação para estes procedimentos também é decisiva para a qualidade do resultado, ou seja, preenchimentos como único tratamento do envelhecimento facial, quando rugas e flacidez acentuadas estão presentes, certamente serão ineficientes ou resultarão em alterações estéticas devido a quantidade maior do produto utilizada. Ao entendermos que o envelhecimento compromete todos os nossos tecidos e que as alterações volumétricas e anatômicas da face senil são ocasionadas pela perda de massa óssea e gordura, flacidez muscular e de pele, aceitamos que  o tratamento moderno da estética facial deve contemplar a maior parte destas estruturas para o melhor resultado. A cirurgia plástica da face tem a sua indicação exatamente no realinhamento anatômico das estruturas profundas e redução da flacidez de pele, enquanto os preenchimentos visam o seu restabelecimento volumétrico. Neste conceito, jamais teremos as temidas alterações estéticas, vistas em algumas celebridades.  Da mesma forma, não devemos utilizar os preenchimentos na face ou quaisquer outros locais, como glúteos, por exemplo, quando a cirurgia tiver a sua indicação primordial.

                Certamente, para os preenchimentos, como em tudo na vida, vale o ditado para evitar complicações: “Onde se começa o exagero, termina-se a virtude”.

 

(Marços 2015/ Revista WE) - artigo Dr. André Monte

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